{"id":142,"date":"2025-10-16T12:59:40","date_gmt":"2025-10-16T15:59:40","guid":{"rendered":"http:\/\/variacoessobreomesmotema.com\/?p=142"},"modified":"2025-10-16T12:59:40","modified_gmt":"2025-10-16T15:59:40","slug":"quando-foi-que-a-gente-comecou-a-correr-tanto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/variacoessobreomesmotema.com\/index.php\/2025\/10\/16\/quando-foi-que-a-gente-comecou-a-correr-tanto\/","title":{"rendered":"Quando foi que a gente come\u00e7ou a correr tanto?"},"content":{"rendered":"<p>Antes eu escrevia muito. Tinha um caderno cheio de anota\u00e7\u00f5es, uma pasta no Drive com ideias soltas e o bloco de notas do celular com frases que vinham do nada, que eu registrava para no futuro se transformarem em um texto ou at\u00e9 uma legenda no Instagram.<strong> Escrever era uma forma de respirar, de me entender, de tornar o mundo um pouco mais leve.<\/strong><\/p>\n<p>Mas o tempo passou. Quando me dei conta, o \u00faltimo post aqui no blog foi em dezembro de 2023. Quase dois anos. Parece pouco, mas n\u00e3o \u00e9. Nesse per\u00edodo, vivi tanta coisa que daria para ter escrito v\u00e1\u00e1\u00e1rios textos. <strong>Mudei de emprego, conheci pessoas novas, fiz amigos, vivi fases diferentes, cada uma com sua bagun\u00e7a e seus aprendizados.<\/strong><\/p>\n<p>At\u00e9 a yoga eu diminu\u00ed por causa da correria. Comecei a muscula\u00e7\u00e3o, mas meio no autom\u00e1tico, encaixando os treinos entre uma tarefa e outra. Foi um tempo cheio, r\u00e1pido, quase sem pausas e sem f\u00e9rias.<\/p>\n<p>E a\u00ed me pergunto: <strong>quando foi que a gente come\u00e7ou a correr tanto?<\/strong> Acordar correndo, trabalhar correndo, pensar correndo. A gente vai empilhando dias e deixando de lado as pequenas coisas que nos fazem bem: escrever, ler, respirar com calma.<\/p>\n<p>Lembro de quando escrever era o meu \u201cespa\u00e7o seguro\u201d. Eu sentava, abria o caderno\/docs e as palavras vinham. N\u00e3o era sobre meta, nem sobre produtividade. Era sobre sentir.<\/p>\n<p>Recentemente comecei a ler <i>O Caminho do Artista<\/i>, da Julia Cameron, e estou gostando muito. Estou na primeira atividade do livro, as p\u00e1ginas matinais, e tem sido um exerc\u00edcio de reconex\u00e3o. Escrever logo cedo, sem filtros e sem pressa, s\u00f3 para me ouvir de novo. \u00c9 curioso como algo t\u00e3o simples pode clarear tanto o pensamento.<\/p>\n<p>Acho que este texto \u00e9 um pouco sobre isso tamb\u00e9m. Sobre reaprender a andar devagar. Sobre dar espa\u00e7o para a cria\u00e7\u00e3o voltar a morar aqui dentro.<\/p>\n<p><strong>Talvez seja s\u00f3 o come\u00e7o. Ou talvez seja s\u00f3 um retorno. De qualquer forma, \u00e9 um bom recome\u00e7o.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antes eu escrevia muito. 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