Criei cenários demais pra uma vida que só queria acontecer.

Sabe aquelas coisas que acontecem, que a gente não entende direito e que, em algum momento, acabam indo parar na terapia?
Essa é uma dessas coisas.

De outubro pra cá, tenho vivido com um pensamento que aparece quase todos os dias: o de que tudo vai dar certo.Que as coisas vão se resolver. Talvez não do jeito que eu imaginei, nem no tempo que eu quiser, mas vão.

Passei a vida inteira criando o pior cenário possível pra absolutamente tudo na minha cabeça. Sempre tive a mente fértil. Pensava em mil possibilidades, quase todas ruins. Como se, se eu pensasse antes, eu estivesse preparada. Como se sofrer antes fosse uma forma de me proteger.

Não era.

Só me deixava mais ansiosa, mais tensa e quase nunca presente.

Agora, um P.S. bem grande no meio do texto, hahah. Isso está longe de ser conformismo e de fingir que tanto faz. É entender que as coisas vão acontecer independentemente de eu criar 12.626.626.262 cenários na minha cabeça. Pensar demais não muda o que vem. Só cansa.

É confiar mais em mim. Em saber que, quando algo acontecer, eu vou lidar. Talvez não do jeito mais bonito, talvez com choro (mentira, eu não sei chorar hahah, mas achei poético e coloquei no meu texto), pausa, silêncio e terapia. Mas vou.

Hoje, viver sem o “e se” não significa viver desligada. Significa viver mais “aqui e agora”, como eu tenho tatuado no pulso direito.  Com menos barulho na cabeça. Com menos tentativas de controlar tudo o tempo inteiro. Parece que agora, depois de 3 anos, eu tô colocando os ensinamentos do yoga em prática, de viver o presente, sabe?

Ainda penso demais. Ainda viajo. Ainda crio fanfics, sim. Mas agora eu volto mais rápido. Volto pra ideia simples de que a vida acontece no agora, não nos roteiros que as vozes da minha cabeça criam sozinhas.

E isso, por si só, já alivia muito.

Levei tudo isso pra terapia porque também precisei aprender a aceitar as coisas boas que começaram a acontecer na minha vida nos últimos meses. Nem tudo é bom, nem tudo é fácil, e algumas coisas ainda são cansativas e beeeem desgastantes. Mas até o que é difícil tem me levado pra um caminho bom. E não é só no fim das contas. É no meio do caminho mesmo. Tenho chegado em lugares melhores, em resultados que fazem sentido pra mim. De lá pra cá, isso é o que eu venho aprendendo. Mesmo quando algo dói, a vida tem sido muito generosa comigo e eu tenho seguido.

Escrevi esse texto ontem depois de fazer 40 minutos de meditação (óbvio que eu não vou sustentar meditar assim tanto tempo, mas seguimos tentando). Ontem fiz duas coisas legais: meditei e escrevi no papel. Esse texto nasceu no meu caderninho, foi editado no Docs e veio pro WordPress.

Então espero que esse não seja o único post do ano, hehe. Que depois de algumas meditações eu sinta vontade de escrever de novo.

Por hoje é isso.

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